quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Outra internação

Millan ja não conseguia mais andar. os medicos diziam que com o tempo voltaria.
Seu lado esquerdo estava cada vez mais debilitado e sem força
Não conseguia maissequer mexer a perna esquerda.
O medico havia dito que a cirurgia afetaria somente o braço e mãos esquerdos.
Isso indicava que o tumor que havia ficado no cerebro estava piorando.
Assim que ele recebeu alta o levamos para a quimio e a radio. A quimio era dada a noite em casa e a radio , o levavamos todos os dias. No inicio eu e o irmão dele, depois eu e o motorista. 
Não era nada fácil, ele estava cada dia mais debilitado.
So dormia, não comia direito, não conseguia segurar nada.
Era como se estivesse desistindo.
Mas eu não queria que ele desistisse.
Meu Deus o meu amor onde estava? Já não morava mais naquele corpo.
Foram trinta dias de tratamento quimio e radioterapicos.
Ele  não melhorava, ao contrario. cada dia mais debilitado e fraco.
terminou o tratamento e parou de comer .
 estava profundamente deprimido
Notei que sua fralda estava cheia de granulos e sua urina avermelhada
levamos ao hospital eu e Maurice o melhor amigo, o irmão o anjo.
Sandra Gonçalves
Ele se alimentava muito bem, e eu fazia tudo que ele gostava, pudim de leite, macarrão com frango, bolo quentinho com café. Enfim meu filhinho era muito mimado.
As noites era gostosas eu o abraçava e dormiamos abraçadinhos.
Mas ...Começamos a notar que suas pernas e pés estavam muito inchado, como ja estava proxima a consulta com a oncologista, esperamos para leva-lo e ver o que estava acontacendo.
Ele sentia dores nas pernas.
A onco deu a indicação para exames e o pedido de quimioterapia e radioterapia.
Marcamos os exames.
levamos ele e ele chegou andando no laboratorio.
Saiu na cadeira de rodas.
Infelizmente voltaria a ser internado. Estava com trombose nas duas pernas.
Foi tão triste ver a carinha dele odiando voltar ao hospital.
mas era preciso. Fiquei com ele por mais quinze dias no hospital.
Ele sempre doce, porem mais triste. Mais quieto.
A dor dele era imensa em mim.
Mas eu tentei permanecer serena junto ao meu menino.
Injeções na barriga eram doloridas, medicamentos no meio da madrugada o irritavam muito,
E um dia, ele teve uma convulsão, o que não era pra acontecer ja que estava sendo medicado.
A medica orientou aumentar a dosagem do gardenal.
Isso o deixou mais sonolento.
E mais triste!
Sandra Gonçalves

Meu amor sai do hospital

Finalmente Millan recebeu alta, viemos pra casa, depois de um mes no hospital e eu ao lado dele.
Mas passou viemos pra casa e ele no segundo dia em ksa ja conseguia dar uns passinhos , ir ao banheiro sozinho se apoiando nas cadeiras e parede.
Mas ele não era mais o mesmo. Jà não me chamava de amor mas de mãezinha.
Talvez seja isso que eu me tornei pra ele. Uma mãe.
Mas eu não me importava, ele era meu filho, meu filho amado.
E eu cuidava dele como a um filho, com todo meu amor e paciencia. Os dias foram passando e ele cada dia melhor. Meu Deus que bom meu amor ia conseguir se recuperar e tudo ia dar certo.
Ele continuava doce, carinhoso, uma criança.
Sempre me agradecia por tudo, por cuidar dele. Por protege-lo
E eu dizia: Meu amor você faria o mesmo por mim eu sei que faria.
E ele sorria , aquele sorriso lindo e suave.
Os dias se passaram
Decidimos formaçizar na justiça nossa união;
Mas infelizmente não foi possivel. No cartorio criaram impedimentos muitos.
Deixamos pra depois, tinhamos que arrumar outros documentos que faltavam e isso
dependia de outras pessoas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Dor

A dor é profunda, cortante, ve-lo em uma cama de cti é como levar uma facada no peito todos os dias;
Sentir falt do sorriso naquele rosto cheio de dor. inchado, ferido, se setindo solitario abandonado. É o que ele diz todos os dias que chego, que eu o abandonei. Como eu queria ficar la o dia todo, cuidar dele, lhe dar todo o meu carinho e todo meu amor. Como eu o amo, e fico triste de só ter descoberto o tamanho desse amor a pouco tempo. Quero só mais um tempo com ele, pra que possamos viver nossos sonhos. pra que ele possa curtir o jipe que ele tanto quis, tanto sonhou e nunca pode aproveitar.
Por favor meu Deus me de ele por mais um tempo, não precisa ser muito, apenas o tempo necessario pra eu faze-lo infinitamente feliz;
O meu pequeno, não pode partir, não vai partir, porque eu preciso dele e ele precisa ser feliz. Estou indo ve-lo, peço a Deus que ele não diga novamente que eu o abandonei. Porque isso me fere de morte.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O inicio de tudo


Tudo começou quando ele teve uns espamos no lado esquerdo do rosto, sentiu uma dormencia no dedo polegar, e logo em seguida os espasmos no rosto. Aboca entortou, ele perdeu a sensibilidade da mão esquerda. Isso durou apenas uns 2 minutos. me desesperei e sai correndo por soccorro, mas teimoso que Millan é não quis procurar ajuda médica na hora. Mas consegui um neuro para ve-lo na parte da tarde.
  Fomos ao médico e ele pediu uma tomografia, descartou a hipotese de avc, o que nos tranquilizou, pois  familia do Millan tem uma doença chamada Cadasil, ela causa micros avcs.
   A hipotese dele ter essa doença não ficou totalmente sdescartada, pois para que isso acontecesse seriam necessarios varios outros exames.
  Saimos do consultorio de fomos comprar umas coisinhas no mercado, houve um principio de confusão e novamente Millan teve outro ataque, chamamos de ataque isquemico, mas não sabiamos se era isso mesmo.
Corri com ele para o hospital. Ficamos no Souza Aguiar, fomos atendidos, relatamos tudo a médica estagiaria , ela então encaminhou o pedido de exame ao hospital. Esperamos por 4 horas, e nenhum atendimento.
  Partimos para casa novamente. No dia seguinte procuramos um hospital particular o exame foi feito e o resultado. Um tumor ( chamado pelo médico de nódulo) no cérebro, indicação internação. Ele teve outro ataque, causado creio eu pelo estress. Mas não quis novamente se internar porque os médicos eram estagiarios e ele não confiava no hospital. 
  Muito teimoso, na rua mesmo ligamos para o neuro dele que o encaminhou para um neurocirurgião.
  Dr Alberto Vizzini. Conseguimos marcar uma consulta eele confirmou, sim ele tinha algo no cerebro era grande 3 cm, mas nos tranquilizou dizendo que é operavel e estava em um lugar de facil acesso cirurgico, resumindo, operavel. 
 O susto foi grande Millan ficou deprimido demais e com medo. receitou Hidantal para que ele não tivesse convulsões. Fomos para casa e pasmem. De moto.
  Uma semana se passou e nenhum ataque o acometeu. Ficamos mais tranquilos .
Fizemos a ressonancia pedida pelo Dr Alberto. Exame esse adiantando por um primo do Millan, Petronio, um anjo que veio em nosso auxilio, ele adiantou tudo pra nós. Mas na segunda feira saimos de moto ( depois dele teimar) para pegr uma pça para o carro. Notei que ele não conseguia acionar a embreagem da moto. perguntei se ele estava bem, ele disse que era o cabo da embreagem que não estava funcionando.
mas parou no posto para abastecer. mas na verdade ja estava passando mal. teve o pior dos ataques, levaram uns dez minutos pra pararem os espasmos. A lingua enrolou, ele babava muito. Não conseguia falar, mas sempre lucido. O pior é que queria voltar pra casa de moto. Fiquei durante uma hora tentando dissuadi-lo dessa ideia louca. Com muito custo consegui. Um amigo pegou a moto dele . E fomos de taxi. Quando chegamos em casa, pouco depois o amigo Maurice , outro anjo chegou com a moto. Coloquei o almoço no prato pra ele e ele teve outro ataque com a primeira colher de comida na boca. Foi horrivel esse, ele se engasgou, ficava tentando engolir não conseguia. Cuspir não conseguia, enfiei o dedo na boca dele pra tirar a comida, mas com os dentes travados não consegui. Ele foi ao banheiro tentar escovar os dentes pra tirar mas não conseguiu, mas mesmo tendo um ataque fortissimo ele ainda pegou o cel me indicou o nome do maurice. Liguei pra ele e ele voltou e nos levou ao Hospital. Liguei pro Petronio de casa ainda e ele ligou pro Dr Alberto que nos mandou ir pro São Lucas na emergencia. Chegamos lá ele foi logo atendido, recebeu os primeiros soccorros, mas não tinha vaga na uti. esperamos o resto do dia.Pois chegamos por volta de duas horas ao hospital. Somente no outro dia por volta das 16 horas é que a vaga saiu. O pior é que eu tinha acabado de vir em casa tratar da cachorrinha e tomar um banho, pois estava exausta e precisava de um banho. Quando sai do banho me ligaram que a vaga tinha saido. Corri pra chamar um taxi, mas não consegui. desci correndo pra ir de onibus mesmo. mas quando estava no ponto um amigo Roberto me ligou pra saber se estavamos em casa que ele estava  na porta. Implorei que ele me levasse ao Hospital ele na hora disse que sim, Voltei peguei o capacete e fui. Resolvi toda a papelada e ele foi para o cti.



PS: Não corrijo nada. Sem cabeça pra isso. Talvez quando tudo isso passar eu faça isso.Escrevo para esvaziar a minha alma .